segunda-feira, 23 de maio de 2016

Palestra com Ronaldo Wick

Oi gente! Seja bem-vindo a mais uma postagem! Hoje estaremos falando um pouco mais sobre nossa cidade, Santa Cruz do Sul e sobre o arquiteto Ronaldo Wink.

Catedral São João Batista
Tivemos um encontro com o arquiteto de Santa Cruz do Sul e autor do livro "Catedral São João Batista" - que possui quatro capítulos e aborda a história da primeira igreja católica de nossa cidade - Ronaldo Wink (no dia 29/04/16). A igreja foi, primeiramente, uma pequena edificação: uma capela menor e mais simples. A partir dela, surgiram outras duas torres maiores e ricas em detalhes. Podemos dizer, assim, que foi uma "evolução" com o passar do tempo.
Em sua palestra, ele procurou explicar mais sobre os monumentos históricos  e sua importância para entendermos melhor os acontecimentos marcantes de nosso município. Segundo seus conhecimentos, a cidade possui dois "núcleos": a praça de Getúlio Vargas (anteriormente chamada de "Praça de São Pedro") e a praça da Bandeira (antigamente chamada de Praça de Teresa). Deveria haver outra praça uma quadra após a de Getúlio Vargas mas os urbanizadores decidiram construí-la em outro lugar (atual praça da Bandeira). As ruas, antes de chão batido, eram largas devido ao uso de carroças e cavalos; achavam que era desnecessário este tamanho e pensaram em diminuí-los. Com o passar do tempo e avanços tecnológico (criando automóveis e substituindo os meios de transportes antigos), foi desnecessário.
Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Sul
Os estilos de arquitetura se fazem presentes nas obras mais antigas da cidade: na Maçonaria, prédio de 1897, podemos ver o estilo eclético; o símbolo dos maçônicos era um compasso e um esquadro - esse símbolo significava "Deus é o grande criador do universo". Hoje em dia, esse prédio virou um restaurante no andar debaixo e em cima ainda há os encontros maçônicos. Outro exemplo de estilo eclético é a prefeitura, que possui enfeites detalhados, bem como a Casa das Artes Regina Simonis - criada no auge da carreira desta artista do século  XX.  A prefeitura ainda possuía traços do neoclassicismo, com frontões e colunas. Outros estilos predominavam: o romântico, gótico, renascentista e rococó.  
Em 1905 Santa Cruz assume o status de cidade. Um dos fatores que influenciou tal decisão foi a criação da Estação Ferroviária, que movimentou a economia que na época baseava-se na exportação do tabaco (vale lembrar que a primeira fumageira vinda foi a Souza Cruz, em 1917).  A Catedral São João Batista , em frente a praça Getúlio Vargas, foi acabada em dois de Agosto de 1934, mas sua inauguração só se deu em 1978.
Ainda existem muitos patrimônios históricos - e muitos deles não são tombados,. Por isso fomos conscientizados de que deve haver respeito com as construções de nossa cidade e muitas vezes poderíamos retirar alguns outdoors para deixar o mundo ver um monumento tão antigo e com tanta beleza histórica que merece ser admirado.
Bom, por hoje é só! Esperamos você em nosso próximo post!

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Pantógrafo

Olá!
No post de hoje, falaremos um pouco sobre o pantógrafo. Você sabe o que ele é? Ou qual é sua utilidade?

Primeiramente, temos que esclarecer esse conceito: pantógrafo é um instrumento utilizado como auxílio de desenho, para fazer cópias de figuras previamente desenhadas; ele pode, tanto aumentar como reduzir seu tamanho. Esse termo originou-se do grego;

 Pantos = tudo + Graphein = escrever

Foi criado pelo Christoph Scheiner, astrônomo e jesuíta do século XVII (mais especificamente, por volta do ano de 1603) e era formado, originalmente, por quatro barras de madeira, paralelas e articuladas. Possui vários furos, que permitem a variação de tamanho de uma ampliação e redução - cada furo possui um número que expressa em quantas vezes o desenho será aumentado ou reduzido. Na maioria das vezes possui um ponto de apoio que se fixa, geralmente, na borda da superfície onde o desenho vai ser realizado. É importante determinar que os três pontos inferiores de encontro entre as barras precisam estar alinhadas, de modo que enquanto eu estiver copiando um desenho, o outro saia exatamente igual (apenas em escala reduzida ou aumentada). Os lápis se encontram no furo B e C, e o tamanho da figura variará da posição do desenho em relação ao lápis (imagem a esquerda).

Pantógrafo Manual
Em um de nossos encontros, fomos desafiados a criar um pantógrafo a partir dos conceitos estabelecidos e estudados e vimos que não é tão difícil assim. Usando as peças do componente ATTOS, concluímos que o pensamento mais fácil para contrair seu próprio pantógrafo é o Teorema de Tales: um feixe de retas paralelas cortadas por retas transversais.  Na imagem acima, vemos tal exemplo.
Para fazer um pantógrafo de ampliação você vai precisar de:
-Papelão.
-Plástico transparente.
-Alfinete.
-Lápis.
-Pedaço de madeira.
Para começar, você irá cortar o papelão em duas tiras: dois centímetros de largura e trinta de comprimento. Em seguida, corte o plástico no tamanho de dois por doze centímetros. Use um marcador e marque exatamente o 11° (décimo primeiro) centímetro em cada uma das tiras. Forme um "L" com ambas, mas de um jeito onde os pontos se encontrem. Devo dizer que a formação do pantógrafo deve formar um quadrado em no meio da junção entre as tiras de plástico e papelão. É nesse momento em que entram os alfinetes, usados para fixar o ponto de encontro das hastes do nosso projeto (OBSERVAÇÃO: NO LOCAL ONDE HÁ JUNÇÃO DO PAPELÃO COM PLÁSTICO, OS ALFINETES DEVERÃO SER COLOCADOS DE BAIXO PARA CIMA. JÁ ONDE OS DOIS PLÁSTICOS SE ENCONTRAM, DE CIMA PARA BAIXO). Faça o furo para o lápis na tira de papelão direita -mantendo em mente que quão mais afastado do alfinete for o lápis, maior será o desenho.  Use o pedaço de madeira para fixar o pantógrafo, ou seja, ele servirá de ponto de apoio. Lembrando que esse último alfinete deverá estar alinhado com o lápis e este, com a junção do meio das tiras (use uma régua). O alfinete virado para baixo servirá como um lápis e o lápis real ampliará o desenho que o alfinete está contornando.
Assim você terá um pantógrafo pronto para o uso. Bom proveito e até o próximo encontro!
REFERÊNCIAS:
Disponível em: pt.wikipedia.org/wiki/Pant%C3%B3grafo Acesso em 22/04/16.
Disponível em: www.manualdomundo.com.br/2013/05/ampliador-de-desenhos-caseiro-pantografo/
Acesso em: 19/05/16.
Disponível em: www.ufrgs.br/espmat/disciplinas/geotri/moduloII/recursos29.html Acesso em: 19/05/16